esfaimado - tilt lyrics
[intro]
quando for grande quero ser artista
um ministério da cultura que [?] simbólica não faz muito sentido
quero ser artista
[refrão: cora, tilt & ambos]
para onde quer que vás (vás)
tudo custa paz (paz)
pus o pé na estrada
e nunca mais olhei pa’ traz
eu não espero nada além do zero quando ’tás (tás)
pedinte [do meu troco quando?] o meu corpo jaz
para onde quer que vás (vás)
tudo custa paz (paz)
pus o pé na estrada
e nunca mais olhei pa’ traz
eu não espero nada além do zero quando ‘tás (tás)
pedinte [do meu troco quando?] o meu corpo jaz
[verso 1: tilt]
apetece me algo, cavalgo pelas colinas deste mundo que é o meu palco
até que algo feche as cortinas
será que alguém aplaude ou dás por ti nas covas pa’ pagares propinas
más rotinas criam fraude e todo o caos em ti mas
como até imaginas (quê?)
todos morrem à fome (fome)
caso consigas come
reza pa’ que o sangue das tuas feridas [torne a?]
carne temperada mas já que a mastigas dorme
já eu bocejo pelo teu desleixo por muito que digas “ohm”
eu ando aqui a pagar franquia
para algures poderes cortar fatia da minha apatia
vê se tenho a fome em dia se calhar sacia
fita a vida áspera no bar a virar garcia
tibar para a tornar macia
então divago no meio do pentágono
doente e estagno
miro o meridiano e mano é lá que apago o meu cigarro
ando frente ao banquete vazio por dentro de peito côncavo
sinto corpo faminto (pó)
absinto (nó) no estômago
[refrão: cora, tilt & ambos]
para onde quer que vás (vás)
tudo custa paz (paz)
pus o pé na estrada
e nunca mais olhei pa’ traz
eu não espero nada além do zero quando ‘tás (tás)
pedinte [do meu troco quando?] o meu corpo jaz
para onde quer que vás (vás)
tudo custa paz (paz)
pus o pé na estrada
e nunca mais olhei pa’ traz
eu não espero nada além do zero quando ‘tás (tás)
pedinte [do meu troco quando?] o meu corpo jaz
[verso 2: tilt]
quê esfaimado onde entras gordo e sais magro
ser dos comuns mortais pa’ fazer crescer mais gado
mas sou mau guru que olha o gnu de lado
o meu orgulho é um jejum que mantem de menu dobrado (sabes?)
estômago ronca após o baixar de lume
cuspo no prato em que como para a sopa ganhar volume (bruxo)
rumo em direção ao negrume
montanha de fumo que escalo de maneira a espetar lhe a bandeira no cume
assumo a ilusão, vejo profissão nos destroços
e destreza no arquiteto da casa do artista pobre
a frustação senta*se à mesa com a tristeza e bebe copos
até que o invólucro apodreça na tenda de josé lopes
esfaimado
[outro: tilt]
és um artista pop ou um pobre artista
podes nem viver à pala mas tirar só da vista dread
és um artista pop ou um pobre artista
podes nem viver à pala mas tirar só da vista dread
és um artista pop ou um pobre artista
podes nem viver à pala mas tirar só da vista dread
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