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o teu momento - dealema lyrics

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bezegol
agarra bem o teu momento
nunca sabes se é agora
não deixes morrer por dentro
há tanta vida cá fora
não queiras prender o vento
quando ele carrega a tua história
a cicatriz vai no tempo
com o peso da tua memória

mundo
alô, meu mano tá tudo bem?
não deixes que o orgulho te faça refém
solidão, não é solução para o problema
tamos juntos à distância de um telefonema
o tempo passou veloz na via da esquerda
nenhum de nós soube bem lidar com a perda
sorrisos fáceis, tempos difíceis
laços voláteis, são como mísseis
arrasam tudo por onde passam
punhos que cerram jamais se abraçam
ciclos que encerram portas que abrem
muitos que falam poucos que sabem
há cura para tudo menos para a morte
essa verdade pura vai sarar o corte
pois quem muda deus ajuda, mesmo que ninguém te acuda
sim, eu sei a dor é aguda mas tens de ser forte
bezegol
agarra bem o teu momento
nunca sabes se é agora
não deixes morrer por dentro
há tanta vida cá fora
não queiras prender o vento
quando ele carrega a tua história
a cicatriz vai no tempo
com o peso da tua memória

fuse

escuta…parece*me que te ouvi chorar
sem medo…partilha, podes confiar
há dor que rasga, dor que afasta
usa a tua para inspirar e aproximar
quantos desabafos cabem num suspiro
quanta dor escondes com o teu sorriso?
quem não sofreu com o peso do mundo?
somos heróis com capa de chumbo
já deves ter ouvido, és especial
a tua fé chega tão longe, é esp*cial
a derrota não te cala, afina a tua voz
a palavra é para quedas, segura*te a nós
cada fôlego é um poema ao desafio
ter inspiração com saldo negativo
na tua singularidade está a tua liberdade
abraços só se escrevem quando apertam de verdade
maze
afasta o nefasto, o mundo é vasto
o tempo bem gasto vai deixar lastro
dissipa a neblina. vai! enxuga a lágrima
e ao virar da esquina fecha a página
o erro ensina, não é sentença
semeia que germina e pode ser que cresça
já basta de sombra, pé na porta, arromba
solta, desamarra a corda, é hora, mãos à obra
sem pedir licença avança com certeza
a noite ainda é criança, leve pé na dança
com brio no teu brilho de fio a pavio
acende esse rastilho e dinamita o medo
mas afinal, quem é que te limita?
é o dedo no gatilho da memória?
vais ficar à espera da bala perdida?
vomita já essa vontade indómita
bezegol
agarra bem o teu momento
nunca sabes se é agora
não deixes morrer por dentro
há tanta vida cá fora
não queiras prender o vento
quando ele carrega a tua história
a cicatriz vai no tempo
com o peso da tua memória
expeão
tento em vão agarrar o vento
mas o sofrimento, nunca o venço
perdi tudo o que eu amava
mal eu sabia, quando mais o agarrava mais me fugia
dei*te o meu coração, eu dei*te tudo!
engulo a magoa, desta vida não levamos nada
a solidão disfarça*se de dia
mas quando cai a noite vem em demasia
será que fomos longe demais?
criámos catedrais liricais, momentos que não voltam mais
amigos partiram como fumo no vento
e eu fiquei solitário a tentar matar o tempo
não quero ser feliz, fugi da matriz
fiquei triste quando o rui se atirou da ponte dom luiz
temos sorte, brindamos, ainda estamos vivos
pelos nossos filhos e entes queridos

bezegol
agarra bem o teu momento
nunca sabes se é agora
não deixes morrer por dentro
há tanta vida cá fora
não queiras prender o vento
quando ele carrega a tua história
a cicatriz vai no tempo
com o peso da tua memória
nunca sabes se é agora
nunca sabes se é agora
não temas o julgamento
dos fracos não reza a história
segue o teu caminho
com a luz que a tua alma emana
o amor que tu guardas dentro
deixa todos ver a sua chama

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