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bancos à beira lua - valério lyrics

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[verse]
a partida muda um gajo
e à partida já não volta
custa, dói, corrói
um gajo nunca gosta
mas há que investir
naquilo que se aposta
e não desistir
à espera que dê à costa
há que fazer sacrifícios
isso aprendi com os meus pais
e deixá*los para trás
foi aquilo que doeu mais
mas é pelo um bem maior
vou agarrar no meu futuro
e construí*lo ao pormenor
vou enganar o habitual
porque a vida é dura para todos
é o que vejo ao meu redor
e não vai ser esse o final
man, eu vou ter muito melhor
e orgulhar quem faz por mim
dar sentido ao suor deles
porque quero chegar ao fim
deram a vida por mim
e só me pediram que еu vingasse
que fizessе o que gostasse
custasse o que custasse
implicasse que não ficasse
o tempo é escasso
e eu não fiquei a marcar compasso
virei tudo do avesso
mas nunca esqueço
eu volto sempre ao berço
é a zona que me queria
foi a zona que me criou
e à tona quem me via
bem sabia
ou no fundo da maré
estivesse cheia ou vazia
é lá que exerço
ou exercia em nostalgia
horas de poesia
bem junto das estrelas
ou do cheiro a maresia
os bancos à beira*lua
sem isso não existiam
eu insistia que o princípio
fosse um verso
onde eu jamais tropeço
é a forma que confesso
o que se passa comigo
a pensar no universo
ou num estado mais contido
não sei se sou velho aqui
ou talvez já tenha existido
[hook]
sinto um faro apurado
quando penso no passado
e me lembro de tudo aquilo
que já vivi aqui, az

[verse]
e foi aqui, se bem me lembro
no outono, em novembro
nem pedi licença
vim ao mundo, porta a fora
com o bichinho cá dentro
e chamem*lhe doença
mas a trilha sonora
era a minha sentença
fazer algo grande
nem sabia quem era
já sonhava com a ciência
e se não fosse a física
era outra
paciência

[verse 4]
mas o mar bem me disse
se és homem desta terra
assume o teu compromisso
o céu piscou*me o olho
onde muitos lá pescavam
é o isco ou o miolo
o que planto e o que colho
onde poucos se vingavam

colhido pela brisa do atlântico
vesti a camisa
eu sou o vulcântico
melodia pós*romântico
um lazer que fez*se quântico
a um dom que fui ganhando
por todo o mundo semântico
eu cresci em piroclastos
onde sapatos ficam gastos
a correr na natureza
nesses vastos verdes pastos
com a certeza dos rastos que realço
com requinte a maresia
um azul que condizia
e pé descalço no verão
basalto negro em sintonia
pele molhada
colónia salinizada
ou férrea conforme a água
que era usada
assim fervia

abri o espírito, a mente
e nem sou espiritual
mas sinto que cresci diferente
rodeado desta gente
açoriano é especial
e hoje aqui me sento
na terra do estremecente
o oriente do ocidente
portugal, nação valente
neste banco eu vou escrevendo
vou tecendo a minha teia
venosa em pura prosa
que extraio da minha veia

e é de olhos fechados
sentado na areia
que proclamo estas linhas
p’ra plateia
são baleias
são marinhas criaturas
a este povo nada alheias
são gravuras que bateias
são texturas e culturas
bem ocultas que granjeias
nervuras que mensuras
que procuras, que folheias
um amor tão característico
impossível de em um dístico
ao qual só tu galanteias

[chorus]
neste miradouro à lua
onde o céu por si flutua
onde a noite nunca acaba
cá dentro se perpetua
acentua o pensamento
que com a alma pactua
e imagina o universo
onde a mente se situa

são bancos à beira*lua

neste miradouro à lua
onde o céu por si flutua
onde a noite nunca acaba
cá dentro se perpetua

acentua o pensamento
que com a alma pactua
e imagina o universo
onde a mente se situa

são bancos à beira*lua
são bancos à beira*lua
bancos à beira*lua

onde eu vejo a minha story e o past
senta*te e vem ver a tua…

são bancos à beira*lua
bancos à beira*lua

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