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lirik lagu 03. cnr – o último disparo – consciência na realidade

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fatalidade na cidade acontece o tempo todo
e quem sonha em viver na praia mora de frente pro esgoto
a bala nunca é perdida quando o jovem negro é morto
a realidade injustiçada é viver nesse sufoco
correria na rua não é só pro busão lotado
mais uma alma fria provocando um disparo
sangue corre na calçada uma arma disparada
acabou a caminhada do menor que sonhava
ninguém pra ajudar ninguém vai se lembrar
se ele não mor-sse no gueto o jornal não ia ocultar
milhões de reais guardado gerado do imposto
prisão domiciliar e a fuga no aeroporto
planos escondidos falta vergonha na cara
pra eles bem sucedido e pra nois é tudo falha
tira o nome da farda e reclama do desacato
nem vou falar mais nada foi o último disparo

a polícia mirou e acertou o último disparo
[o último disparo]

descriminação
é mais um caído no chão
pra gente não tem privilégios
qual a cor do alvo ? preto periférico
mais um disparo do verme armado
não temos direitos
somos alvo no enquadro
estou pr-nto pra mudar esse quadro
quero enterrar todos os políticos safados
sem blefe, sem medo
o povo junto é o poder e a voz do gueto
somos o presente e o futuro
nosso p-ssado é de história
tristeza, alegria, derrota e vitória
tipo um casamento, a favela tem aliança com a miséria
misericórdia, quem discorda
nunca sentiu no pescoço uma corda
menor p-ssando fome, olhos fixados em novelas
no meu país ilusão é como doce
por isso o povo tem o dente amarelo
mas o guerreiro não amarela
faixa e cartaz o sistema ignora
vou tacar fogo no temer
e -ssim bolsonaro treme na hora
não sou violento, o estado q viola
todo dinheiro público é desviado
pra gente é só busão e trabalho por 12 horas
tudo cai no esquecimento, mas eu não esqueço
as malas de dinheiro encontradas no apartamento

a polícia mirou e acertou o último disparo
[o último disparo]

lacunosidade do governo faz gerar motim
com peça 38 mandando pro inferno e cavando seu fim
artigo 121 decretado pelo meu rival
homicídio doloso já tava na mira do punhal
filma a tragédia rede globo vulgo imunda globo
a plantação de anos trás que pros ricos causa desconforto
pra sustentar minha fome vou pedi esmola no sinal
na frente do empresário cravo sua morte com golpe fatal
filho da puta plantou ódio vai colher a morte
playboy nunca vai ser livre na orla estacionando seu porsche
seja escoltado pelo segurança ou morre
asfixiado apedrejado na minha quebra sou condecorado
m4a1 da polícia não e pra te proteger
e pra atira na sua cabeça e da ibope pra tv
190, spin, força tática, juraram a própria mãe
pra te mata e só um teco e obedecer o dono do rebanho