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lirik lagu 100 euros – lucy odc gang

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[verso 1: lucy]
100 euros no bolso
não tens sítio para onde ir
os anos a passar e a vida a fugir
bules é mentira, na verdade não safa
trabalho temporário onde não chegas a ver a massa
com horários de desgraça, nas folgas pouco tempo
uma folga por semana vai mais rápida que o vento
ainda pensas em emigrar mas lá fora é escravatura
trabalhar 12 horas
nas obras ou na fruta
todos temos que ir à luta
mas que lado escolhemos?
se é qualidade de vida
ou quantidade que queremos
nossos pais sempre disseram para tirarmos um curso
licenciados em call center a fazer figura dе urso
agora imagina para quem não teve a chancе
fica preso no biscate
é muito pouco alcance
não é vida para viver mas as escolhas não são muitas
difícil ainda com o acumular das contas
tudo aumenta por ano
menos os ditos salários
todos sofrem do mesmo
mas todos se mantém calados, n*gga
(sempre caladinhos, mano
parecem toy soldiers)
[verso 2: ruze]
como é que é lucy? tass bem ou quê?
há portugueses de primeira e portugueses de segunda
o povo aguenta quando este país afunda
a crise é profunda
o país caiu no lodo
eles comem tudo e quem se fode é sempre o povo
nada de novo nesta casa portuguesa
riqueza é ter em casa paz e comida na mesa
vocês sabem lá o que é ser sacrificado
se roubas para comer tu vais ser crucificado
passei a vida a fazer contas à vida
às vezes no labirinto
outras num beco sem saída
sentia que cada dia era uma batalha perdida
não dá para encher a barriga com um prato sem comida
poucos fazem o que é suposto
lágrima no rosto
esta vida rotineira deixa tudo mal disposto
maldita sociedade onde a liberdade é escassa
maneira de pensar, estou a passar mas tudo passa

[sample]
a gente tem de ‘tar unido na mesma visão, porque a gente existe..a gente resiste e a gente vai lutar por justiça e nunca vai parar!

[verso 3: drunk master]
não há boleia, não há guita para pôr gota
não há nota, ninguém conta uma anedota
ninguém ri nem o idiota
o esperto fugiu com a guita toda para frança
agora o pobre não almoça nem petisca nem janta
não pode fazer planos, porque não pode fazer poupança
acabaram*se os gostos, agora a corrida cansa
vida é vivida ao ritmo que é imposto
salário que nunca sobe ao ritmo que é suposto
bocas para alimentar, aumento o meu esforço
luto sem me cansar
para o crime não estou disposto
pedem aos sacrificados cada vez mais sacrifícios
quando acabarem as migalhas, roam os ossos do ofícios
a gente que se adapta já ‘tá farta da miséria
raios partam os de fato e gravata, gente séria