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lirik lagu interlúdio – mokyniss

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[intro]
mokyniss

[verso 1]
renascimento de luz
consagrado impossível
escrevendo o alívio
lendo o sinal indivisível
olhos me cercam
e por toda minha volta eu vejo o mundo
coisas horríveis
corpo jogado na pista
pichações, a sujeira explícita
a droga ilícita, o mundo é cinza
50 cores de cidade sem vida
a trajetória faz a sua história, viva
e se o mundo acabasse agora, eu estaria longe de tudo
olhando a lua
observar desse mundo
acabar
não quero viver, resta no sonho entrar
resta sonhar
não me resta respirar
porque desse planeta todo acabou o ar
na rua rotineira, nunca vi ninguém
a cidade que é viva
ruas vai, ruas vem, ruas san, ruas zen
ruas só querem que as almas descansem bem
ruas acolhem aqueles que sofrem
bares, tantas vezes que passei por estes lugares
os olhos não veem verdade
e tu só enxerga maldade
e me deixa só, no mundo perdido
as verdades cuspidas de quem ainda tem fôlego
e se não restou nada, eu começo do princípio e crio tudo
e sumo disso tudo
e volto pro meu mundo
como transmitir o que sinto por simples versos
se não consigo compreender nem em gestos?
alma jogada, cheia de vida, na beira da morte lançada
pista molhadas, pela chuva, que molha as calçadas
meu beck não se apaga
a esperança é a última que acaba
a vida acaba primeiro
te digo tudo que sei
minhas dúvidas são segredos
das coisas que planejei
isso aqui é só o começo
obras primas produzidas
tudo feito a dedo
vejo os carros passarem com as luzes acesas
vejo as pessoas passarem com medo delas mesmas
vejo espelhos quebrarem a falsa beleza
vi moradores de rua roubando comida da lixeira
e me perguntei
do que adianta rimar?
se tem pessoas que ninguém nunca vai ajudar
do que adianta sonhar?
se as pessoas já estão pensando na hora que acordam
apressadas pra tudo, sem tempo pra nada
angústias do mundo na ponta da minha baga
a fome ataca e se a comida falta
no mundo que eu vivo não resta mais nada
e eu pensando quantas vezes eu me culpei
por erros que nem cometi
e eu querendo que minha insanidade me faça sumir daqui
querendo fazer clássicos, tomando 51, 50
querendo fazer letras sou só mais um, nem tenta
sou do tipo que não faz qualquer verso
sou do tipo que os verso sustenta
a fome se alimenta aqui
graus de loucura me fizeram sucumbir
a um mundo que tá pra divertir
ou ao mundo que tá pra te destruir
consegui distinguir minhas letras e abduzir
o conteúdo que eu passo em um simples verso da minha lápide
diga a todos que eu me perdi